• Actualizado em Maio 2012

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FCT — Investimento no Sistema Científico e Tecnológico Nacional

Através dos gráficos reunidos sob o item FCT – Investimento no Sistema Científico e Tecnológico Nacional pretende-se possibilitar uma visualização imediata da evolução e constituição dos diversos financiamentos resultantes das actividades realizadas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), nos anos mais recentes, disponibilizando-se quatro perspectivas diferentes(1).


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As designações financiamento e investimento são usadas como sinónimos e referem-se aos valores de execução da FCT (despesa e não orçamento).

Em primeiro lugar, é feita uma abordagem a nível nacional.

Gráfico I

[Gráfico] Contribiuto para o Sistema Científico e Tecnológico Nacional
Dados: MS Excel 97, ODF

O gráfico I enquadra a acção da FCT em termos do seu contributo para o desenvolvimento do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN). Constata-se que, após uma descida entre 2001 e 2003, o investimento efectivado através da FCT tem sido incrementado em termos absolutos e, até 2007, também em termos relativos no contexto da despesa pública em I&D. A respectiva taxa de crescimento médio anual de 2001 a 2010 foi de 11,5%, tendo o factor de aumento entre estes dois anos sido de 2,7. Recorda-se que de 1997 a 2001 o investimento via FCT no SCTN já tinha duplicado.

Em segundo lugar, numa abordagem a nível institucional, esses mesmos investimentos são comparados com o total das despesas da FCT. Ao nível das “Despesas de Gestão da FCT”, só com os valores de 2010 se torna possível fazer um balanço correcto da sua evolução, tomando por ano de referência 2001. O ano de 2010 foi o primeiro ano em que se tornaram patentes os efeitos do recrutamento de pessoal efectuado sobretudo no final de 2009. A quase totalidade dos recursos então contratados eram bolseiros já anteriormente a exercer funções na FCT. Ou seja, embora o seu custo não estivesse incluído nos valores dos anos anteriores, esse custo já era uma realidade.

Assim, se o “Investimento no Sistema Científico e Tecnológico Nacional” teve uma taxa de crescimento médio anual entre 2001 e 2010 de 11,5%, a “Despesa de Gestão da FCT” (no mesmo período) teve uma taxa de crescimento médio anual de 9%. Trata-se de um crescimento semelhante dos dois aspectos em análise, embora ligeiramente inferior no que diz respeito às despesas de gestão (estas tiveram uma factor de crescimento de 2,2, enquanto o factor de crescimento do investimento no SCTN foi 2,7). Na realidade, a proporcionalidade desta evolução terá sido o suporte necessário para reforçar a capacidade administrativa da FCT no decurso deste período.

Gráfico II

[Grafico] Evolução de Execução Financeira
Dados: MS Excel 97, ODF

Em terceiro lugar, foca-se a atenção na estrutura global dos investimentos da FCT no SCTN. Em 2010, 70% dos financiamentos destinaram-se a bolsas de formação avançada (35%), ao financiamento plurianual de Unidades de Investigação e Laboratórios Associados (18%), e a projectos de I&D (17%); em 2005, 84%. Se o investimento no SCTN através da FCT duplicou de 2005 para 2010, isso não significou somente um salto quantitativo, mas também uma alteração da estrutura de financiamento, com a diversificação dos instrumentos de financiamento da FCT.

Gráfico III

[Grafico] Investimento no Sistema Científico e Tecnológico por tipo de financiamento
Dados: MS Excel 97, ODF

No entanto, nem todo este investimento em I&D é transferido directamente para os indivíduos ou instituições. Por exemplo, há sempre gastos relativos à avaliação por peer review, dado que os apoios financeiros concedidos pela FCT foram e são atribuídos num contexto competitivo.


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Com o gráfico IV pretende-se identificar o volume de financiamento transferido de facto para o SCTN, por grandes áreas científicas, no que diz respeito ao financiamento da formação avançada, das instituições de I&D, dos projectos de I&D e do Fundo de Apoio à Comunidade Científica (FACC). Às Ciências da Engenharia e Tecnologias dirigiu-se 26% deste financiamento. Áreas como as Ciências Exactas, Naturais, Médicas e da Saúde, e Sociais absorveram 60% do financiamento total, estando cada uma das quatro áreas próxima dos 15%. Seguem-se as Humanidades (9%) e as Ciências Agrárias (5%).

Gráfico IV

[Gráfico] Financiamento directo do Sistema Científico e Tecnológico Nacional por domínio científico
Dados: MS Excel 97, ODF

As séries temporais de financiamento resumidas neste último gráfico encontram-se analisadas mais em detalhe no site da FCT.

Nota: Entre os gráficos III e IV podem ainda existir discrepâncias devido a diferenças na forma de agregar os financiamentos. Por exemplo, no caso das Bolsas de Formação Avançada, o valor identificado no gráfico IV é o montante de despesas assumidas num dado ano, independentemente do ano em que vão ser pagas; no gráfico III considerou-se, pelo contrário, o montante efectivamente pago por ano.